terça-feira, 22 de julho de 2014

Nova coletânea de textos do filósofo político Michael Oakeshott


No jornal português Público, Miguel Esteves Cardoso escreve sobre a nova coletânea de textos de Michael Oakeshott:
Uma obra-prima
Se gosta de ler coisas sinceras e inteligentes (dúvidas, suspeitas, perguntas, ódios a certezas e verdades de qualquer espécie) sobre a vida, o amor, a morte, o sexo e a maneira de podermos viver todos uns com os outros com o mínimo atrito possível não há, em 2014, melhor livro para ler do que Michael Oakeshott: Notebooks, 1922-86, epicamente organizado por Luke O'Sullivan. 
Oakeshott é o maior conservador romântico de sempre. "Não ser escravo nem rebelde" é uma dos milhares de frases dele; esta escrita numa folha à parte. 
Oakeshott é conservador no sentido de não desperdiçarmos o pouco que tenhamos aprendido para, vivendo uns com os outros, sermos felizes, nós mesmos – cada um como é – conforme cada um tem a liberdade de decidir ou não. 
A paixão e a liberdade de pensamento, quando são exprimidas sem entraves, são o melhor incentivo para fazermos o mesmo. 
Oakeshott era um romântico, um apaixonado, um engatatão, um mulherengo – e um safado até, em muitos aspectos não só irrefutáveis como honestamente confessados por ele. Ser encantador e ser perverso nunca conseguem estar separados mais do que alguns momentos, mal tenham passado os decisivos. 
Michael Oakeshott é o escritor e filósofo mais desconcertante e original desde Wittgenstein. Wittgenstein também surpreendeu toda a gente com o que pensou e escreveu sobre a religião, a cultura e as nossas maneiras de viver. 
Os Notebooks de Oakeshott só pecam por serem reduzidos e seleccionados de mais. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

sexta-feira, 18 de julho de 2014

João Ubaldo Ribeiro (1941-2014)


— Posso morrer agora, não, meu filho? — disse Patrício Macário. — Não posso? Não porque queira morrer, mas porque estou finalmente tão feliz que não peço mais nada da vida, mais nada.

(Excerto do livro Viva o Povo Brasileiro, de João Ubaldo Ribeiro).

Maritain e Bento XVI sobre a Modernidade e o Relativismo


Maritain e Bento XVI sobre a Modernidade e o Relativismo é o título do livro do Diogo MSarmento Madureira lançado na semana passada em Lisboa. Diogo é mestre em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa, onde o conheci pessoalmente.

O prefácio do livro, que lerei em breve, foi escrito pelo professor Miguel Morgado, autor dos ótimos A Aristocracia e os seus Críticos e Autoridade
No fundo, este livro resulta de uma inquietação sempre presente nos seus trabalhos acerca da validade teórica indiscutível das soluções contemporâneas provindas das escolas "pluralistas" para o problema em mãos. Para o Diogo Madureira tornou-se indispensável partir para esta viagem de redescoberta acompanhado por dois homens que nas últimas décadas levaram particularmente longe e fundo as meditações em torno deste tema: Jacques Maritain e Joseph Ratzinger, entretanto Bento XVI.

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Leiam James Delingpole


Um dos colunistas da imprensa inglesa que eu mais leio com prazer, James Delingpole, antes no The Telegraph, tornou-se colunista do site Bretibart. Recomendo.

O seu livro Os Melancias, uma crítica satírica sobre a afirmação de que o aquecimento global foi provocado pelo homem, ganhou edição brasileira em 2012.