sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Miguel Nagib


O entrevistado de hoje do Podcast do Instituto Mises Brasil é o advogado e coordenador do Escola sem Partido (ESP), Miguel Nagib, que apresenta um panorama sobre o estado atual da doutrinação ideológica nas escolas brasileiras, fala sobre os projetos do ESP e também faz uma avaliação sobre o 1º Congresso Nacional sobre a Doutrinação Política e Ideológica nas Escolas, realizado em julho deste ano em Brasília e promovido numa parceria da ESP com a Federação Nacional das Escolas Particulares (FENEP).

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terça-feira, 18 de novembro de 2014

Diogo Mainardi: colunista de sucesso encobre escritor notável

A propósito deste post do Felipe Moura Brasil sobre o elogio feito no New York Times ao livro A Queda – As memórias de um pai em 424 passos (Editora Record), do Diogo Mainardi, lembrei de uma resenha que escrevi em 2006 para o caderno Idéias, do finado Jornal do Brasilquando a Editora Record republicou seus quatro livros de ficção.


Esqueça, enquanto durar este texto, o Diogo Mainardi colunista da revista Veja. Esta resenha vai tratar somente do escritor, que submergiu ante as vigas pesadas do celebrado e vilipendiado jornalista. Se o trabalho como colunista foi ótimo para Mainardi, soterrou seu trabalho como escritor.

Não foi à toa seu anúncio público de que não mais escreveria ficção. É lamentável que seja assim, pois seus quatro livros, agora reeditados pela Editora Record (pertenciam à Cia. das Letras), mostram um escritor não só brilhante, como um dos únicos no Brasil a conjugar de forma notável o melhor do romance satírico inglês, francês, italiano e espanhol. Perdemos o desenvolvimento do ficcionista, ficamos com as obras já escritas. Não é pouco, mas podia ser mais.

(Nota: felizmente, Mainardi voltou atrás e retomou em 2013 o seu trabalho como escritor).

Na novela “Malthus” e nos romances “Arquipélago”, “Polígono das secas” e “Contra o Brasil”, Mainardi trabalhou suas referências brasileiras (Machado de Assis, Lima Barreto, Ivan Lessa) com suas dedicadas leituras dos ingleses (Jonathan Swift, Laurence Sterne, John Milton, Evelyn Waugh), dos franceses (François Rabelais, Denis Diderot, Voltaire, Louis-Ferdinand Céline), de espanhóis (Miguel de Cervantes) e italianos (Ítalo Calvino). E alguns de seus personagens trazem uma afetação deliciosa cujo eco pode estar nos personagens vitorianos de P.G. Wodehouse.

O espirituoso e ácido humor inglês, o realismo crítico francês, a metanarração italiana, elementos do picaresco espanhol, eis os elementos de sua prosa. E aqui falo do romance picaresco do século XVII, quando a astúcia substituiu a ingenuidade, as peripécias ganharam mais imaginação e o grotesco passou a dominar o realismo das caricaturas.

São obras exemplares desse período “Gil Blas” (1715-1735), do francês Alain René Lesage, “Unfortunate Traveller” (1594), do inglês Thomas Nashe, “Moll Flanders” (1722), do compatriota Daniel Defoe; “Tom Jones” (1749), do também inglês Henry Fielding, além de “Novelas exemplares” e “Dom Quixote”, ambas do espanhol Cervantes.

Os quatro livros de Mainardi formam uma espécie de epopéia heróico-cômica minimalista, na qual os personagens atuam por meio da palavra, e não da ação, como bem notou o jornalista Mario Sabino na orelha de “Malthus”. Não há sobras no texto, como em Machado de Assis. Tudo está onde deve estar. Se o estilo é o homem, como queria Buffon, Mainardi é o homem, com estilo.

Para a coluna de Veja, o escritor e jornalista levou a brutalidade substantiva de sua ficção. O ridículo, a pobreza intelectual do senso comum, o grotesco e as contradições do ser humano, homem médio ou intelectual de grife, os vários níveis de precariedade do país, tudo é esmiuçado com delicadeza tiranossáurica. É sempre a mesma absurda posição diante dos acontecimentos: fala-se algo, faz-se o oposto. O que faz Mainardi? Uma elegante e sempre aprumada tijolada.

O deboche, a sátira e a violência literária carregam a maravilhosa influência de um dos mais burlescos, ciclotímicos e bem-humorados escritores brasileiros, Ivan Lessa que, para nosso azar, pouco publica em livro. O que existe pode ser garimpado em edições do Pasquim e da revista Status, além, claro, da pequena seleção feita por Mainardi em “Garotos da fuzarca”. As seleções “Ivan vê o mundo” e “O luar e a rainha” são de textos para a BBC, o que não invalida, mas nada tem a ver com a contundência explosiva e literária dos textos reunidos no primeiro livro.

Na novela “Malthus”, a escrita ligeira e atordoante, com seus personagens vertiginosos, traz a marca de Ivan Lessa. Nos romances, Mainardi diluiu suas influências, se assim posso chamar, para forjar um texto irascível, cômico e empolgante, que faz do ridículo humano uma razão para o deboche.

Há um trecho sintomático da crueldade cômica de sua prosa num trecho de “Polígono das secas”, quando ao se ver sozinho e preso numa caverna com o filho morto o pai passa a fazer da boca do cadáver uma cesta para acertar as pedrinhas que encontra no chão. Simples passatempo que dialoga com as brutalidades reais do cotidiano sertanejo e urbano.

Numa das cenas de “Arquipélago”, os náufragos à deriva, um deles perde o braço com a queda do mastro da embarcação improvisada. Sem rumo nem prumo, tudo vale como bússola. Então, eis que o braço esticado e amputado, apontando para o nada, serve de guia. Como diria meu xará, Giordano Bruno, se non è vero è ben trovato!

Em “Contra o Brasil”, há uma cena antológica: o protagonista Pimenta Bueno, aleijado pelo ataque dos mendigos instalados no prédio do antigo cinema que lhe cabe no espólio paterno e carregado nos ombros pelo fiel escudeiro Azor, como no dorso de um jegue, limita-se a professar: “Pocotó, pocotó, pocotó”. A onomatopéia, por vezes, vale por mil palavras.

O humor de Mainardi oscila entre o comedido e galhofeiro, e provoca frêmitos e inevitáveis gargalhadas. Descrições, digressões. Eu até deveria fazer os resumos dos livros citados, mas deixarei em você, leitor, o despertar da curiosidade pelas quatro obras.

Mainardi é acusado freqüentemente como intelectual de ser antibrasileiro. É um equívoco, fruto de má leitura: qualquer sujeito minimamente alfabetizado vai perceber que seus textos são tão antibrasileiros quanto anti-italianos, anti-franceses, antiamericanos. O sumo de suas críticas é o ser humano, que se repete em suas idiossincrasias, tolices e estupidez em qualquer parte do sistema solar. É lapidar a observação de Otto Lara Resende, que, ao voltar de Bruxelas, cunhou essa pérola: “a Europa é uma burrice aparelhada de museus”.

Sei que pelo menos metade dos leitores que chegou até aqui neste texto odeia e a outra metade adora Diogo Mainardi. É do jogo. Numa entrevista em 1998, para o então colunista da Folha Marcelo Rubens Paiva, o escritor disse que o que mais o incomodava era a imagem de polemista. “O fato de minha figura provocar polêmica só me atrapalha. Eu sou irrelevante ao lado de minha obra. Vejo a sátira como uma disciplina que não poupa nada, ninguém. Fico sem aliados”.

Com ou sem aliados, Mainardi segue. É preciso torcer e pressioná-lo de forma grave para que ele mude de idéia e volte a escrever ficção. Na há dúvidas de que é um dos mais inventivos e talentosos escritores vivos. Prescindir dele é prova de burrice monumental. Rabelais já vaticinou: “A ignorância é a mãe de todos os males”.

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Antony Mueller


O entrevistado de hoje do Podcast do Instituto Mises Brasil é o doutor em economia e professor Antony Mueller. Nascido na Alemanha e um dos maiores estudiosos da teoria da Escola Austríaca, Mueller nos concedeu um depoimento valioso de quem morava na Baviera, no sul do país, e tinha 13 anos quando foi construído o muro de Berlim, derrubado há 25 anos. O professor contou como foi testemunhar a divisão da Alemanha e as consequências na vida dos alemães (e não só os da Alemanha oriental).

Mueller explicou de que maneira o comunismo implementado numa parte da Alemanha pela União Soviética com a colaboração direta dos socialistas e comunistas alemães, que no passado haviam sobrevivido ao nazismo, criou uma situação dramática não só pela violência da separação, mas pela ruptura psicológica e cultural de uma sociedade que compartilhava a história, características, hábitos, ética do trabalho, visões de mundo. A engenharia social desenvolvida na República Democrática Alemã destruiu a cultura e o passado daqueles habitantes compulsórios, que pagavam com a própria vida quando queriam fugir para o lado Ocidental ou resistir ao governo comunista.
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sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com André Ramos


O entrevistado de hoje do Podcast doInstituto Mises Brasil é o doutor emDireito Empresarial e professor André Luiz S. C. Ramos, que apresenta os fundamentos contra a lei antitruste sob a perspectiva Escola Austríaca e analisa comparativamente a proposta de regulação econômica em segmentos de mercado dominados por grandes empresas formulada pelo economista francês Jean Tirole, que recentemente conquistou o prêmio de economia do Banco Central da Suécia, que é divulgado como sendo o Prêmio Nobel.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

Podcast do Instituto Mises Brasil: desafios e oportunidades


Passada a eleição presidencial de 2014, o Podcast do Instituto Mises Brasil analisa o cenário político brasileiro com a finalidade de debater os principais desafios e oportunidades para os liberais e Austríacos, especialmente para as instituições, neste momento da história nacional.

Participaram da conversa Helio Beltrão (presidente do IMB), Ubiratan Jorge Iorio (diretor Acadêmico do IMB e editor-Chefe da MISES: Revista Interdisciplinar de Filosofia, Direito e Economia), Alex Catharino (gerente editorial da MISES) e Rodrigo Saraiva Marinho (presidente do Instituto Liberal do Nordeste).

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