sexta-feira, 17 de abril de 2015

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Christian Lynch​


O entrevistado de hoje do Podcast do Instituto Mises Brasil​ é o doutor em Ciência Política e professor Christian Edward Cyril Lynch​, um dos poucos acadêmicos que tem colaborado no estudo da origem do liberalismo brasileiro no século XIX, quando este existiu como conceito e prática política. No panorama político da época, o Partido Liberal e o Partido Conservador eram as duas grandes forças intelectuais e políticas do país.

Depois dessa entrevista, não há mais desculpa para repetir equívocos como o de que “nunca houve liberalismo no país”.

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A música da vinheta de abertura é o Cânone do compositor alemão Johann Pachelbel executada pelo guitarrista Lai Youttitham.

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segunda-feira, 13 de abril de 2015

O mistério brasileiro, segundo João Carlos Espada

No jornal português Público, o professor João Carlos Espada, doutor em Politica pela Universidade de Oxford, faz uma correta análise sobre o que move os manifestantes aqui no Brasil. Um olhar de fora que destaca pontos relevantes do processo sócio-político que estamos a viver neste momento.
O mistério brasileiro: vale a pena prestar atenção 
 
Algo surpreendente está a ocorrer na paisagem intelectual e política do Brasil.
Escrevo do Brasil, na manhã de domingo, horas antes das manifestações previstas para centenas de cidades do país, bem como de várias outras cidades do mundo: Nova Iorque, Toronto, Londres, Sydney, Berlim e parece que também Lisboa, entre várias outras.
Não faço ideia da projecção que estas iniciativas vão ter — na sequência das manifestações que no passado dia 15 de Março trouxeram à rua mais de dois milhões de brasileiros. Mas, tendo passado aqui — no Rio e em Petrópolis — a última semana, posso seguramente reportar que algo está acontecer por estas paragens. 
O que é exactamente eu não sei — se é que alguém sabe ao certo. Um imenso movimento popular, pacífico, ordeiro, patriótico, está em marcha. Não existe um centro organizador deste movimento. Baseia-se nas redes sociais, tem jovens, muito jovens, a dar a cara, que recusam qualquer identificação partidária, e que assumem um programa genérico contra a corrupção e o “aparelhamento do Estado”. Alguns, talvez muitos, exigem o “impeachment” da Presidente Dilma. Mas muitos outros dizem que basicamente querem o respeito pelo Estado de Direito e pelos princípios da liberdade sob a lei. Embora se trate de um vasto movimento de rua, ninguém põe em causa a Constituição ou as instituições representativas. 
No passado dia 15 de Março, as multidões que desceram à rua eram pacíficas e ordeiras. Em vez de confrontarem as forças da polícia, aplaudiam-nas. Vestiam as cores da bandeira do Brasil e cantavam o hino nacional. Entre as principais palavras de ordem, contavam-se “Contra a corrupção” e “Contra o aparelhamento do Estado” (o que basicamente significa contra a captura do Estado por partidos políticos particulares, neste caso sobretudo o PT, mas não só). 
Não é possível determinar com exactidão o programa político de um movimento descentralizado e tão vasto como este. Mas é possível identificar algumas características mais marcantes que o distinguem e tornam inovador. 
Em primeiro lugar, reclama menos Estado, em vez de mais Estado. Alguns dos apoiantes do movimento declaram nas redes sociais que querem ver as funções do Estado recuar para as de um Estado mínimo ou mesmo “microscópico”. Reclamam a liberdade da sociedade civil e da iniciativa privada, para a qual exigem a protecção da lei geral e igual para todos. Acusam o “crescimento tentacular” do Estado como principal fonte de corrupção, que consideram gigantesca. 
Em segundo lugar, o seu discurso é dominantemente dirigido contra o que designam por “autoritarismo da esquerda estatista”. Mas várias vozes condenam igualmente o que designam por “direita estatista” e reclamam-se sobretudo de tradições que designam como “liberal e conservadora”. 
Algumas das vozes que se fazem ouvir na imprensa e nas redes sociais são, além de bastante jovens, surpreendentemente articuladas e informadas. Uma dessas vozes é a do famoso Rodrigo Constantino, autor de um blogue da revista Veja. O seu livro Esquerda Caviar acaba de ser publicado no Brasil e em Portugal (Aletheia), com prefácio do português João Pereira Coutinho — célebre cronista das terças-feiras na Folha de S. Paulo e, entre nós, do Correio da Manhã. (Ambos estarão no Estoril Political Forum, a 22-24 de Junho próximo, discutindo esse livro com Bruno Garschagen, outro jovem destacado porta-voz destas correntes nas redes sociais). 
Há surpreendentes traços comuns nestes jovens autores. Não condenam apenas o estatismo e o marxismo, a que atribuem o subdesenvolvimento latino-americano. Condenam ainda a cultura “patrimonialista” que procura capturar e expandir o Estado em favor de interesses particulares e à custa da asfixia da sociedade civil. Condenam o jacobinismo e o positivismo de matriz francófona, cuja influência no Brasil responsabilizam pelo crescimento do Estado patrimonialista.
As suas referências intelectuais são sobretudo do mundo de língua inglesa, com particular incidência no liberalismo conservador de Edmund Burke e nos pais fundadores dos EUA. Mas insistem que não são “estrangeirados”. Reclamam uma tradição luso-brasileira liberal e conservadora, que associam ao “Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves” (1815-1822) e à monarquia constitucional brasileira (1822-1889). Não têm quaisquer complexos “anti-coloniais”. Com acentuado sentido de humor — outro traço que os distingue — dizem sarcasticamente que foi Portugal que se separou do Brasil, não o Brasil de Portugal. 
Enfim, uma coisa é certa: algo surpreendente está a ocorrer na paisagem intelectual e política do Brasil. Vale a pena prestar atenção.

sexta-feira, 10 de abril de 2015

Barbara Heliodora (1923-2015)

Em 2004, conheci pessoalmente a crítica literária Barbara Heliodora, que faleceu hoje de manhã aos 91 anos. Na época, eu era crítico de teatro do caderno de cultura da Gazeta Mercantil e dona Barbara era uma das minhas referências no ofício. Com esse contato pessoal, minha admiração aumentou.

Na época, escrevi um longo artigo sobre ela. Não lembro se o texto chegou a ser publicado em algum outro lugar que não apenas no meu blog, e aqui o compartilho para os interessados como uma homenagem à maior crítica teatral que o país já teve: "O crítico enquanto pensador, ou Barbara Heliodora".

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Kim Kataguiri


O entrevistado de hoje do Podcast do Instituto Mises Brasil​ é Kim Patroca Kataguiri​, coordenador nacional do Movimento Brasil Livre​. Com seu olhar 43 maoísta (porque a zoeira não tem fim), Kim tornou-se a face liberal das manifestações de março de 2015 pelo impeachment da (ainda) presidente da República e que levaram mais de dois milhões de pessoas às ruas do país. Neste podcast, ele fala sobre um tópico que a imprensa brasileira não parece (ainda) estar muito interessada: a agenda liberal do MBL.

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terça-feira, 7 de abril de 2015

Meu livro. Em breve.

Em breve, terei as datas de lançamento do meu livro. Fim de maio, presumo.

O que posso dizer por enquanto é que estou bastante orgulhoso do meu livro. Além disso, a capa ficou sensacional e os textos da orelha e do prefácio, que muito me honram, serão um complemento luxuoso para vocês, futuros leitores.

Estou extremamente feliz com o apoio e produção competente da equipe da Editora Record sob o comando do Carlos Andreazza.

Aguardem.