sexta-feira, 1 de junho de 2012
Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Jonas Fagá
No podcast desta semana eu entrevisto Jonas Fagá, analista de valores mobiliários, empresário e um dos fundadores do Clube de Viena, que presta serviços de análise e assessoria financeira para investidores pessoas físicas utilizando os conhecimentos da Escola Austríaca de Economia. Nesta entrevista ao Podcast do Mises Brasil, Jonas explica como é o trabalho desenvolvido pelo Clube de Viena e de que forma o pensamento Austríaco alicerça a elaboração das análises. "O pensamento Austríaco se mostra eficaz como ferramental teórico para compreender a economia, em primeiro lugar. A teoria Austríaca é a que melhor explica os ciclos econômicos."
Jonas também falou sobre como combinar, sem conflito, análise técnica e a teoria Austríaca, como decidir o melhor timing para investir e a importância das informações geopolíticas para orientar os investidores. Ele também expôs sua visão sobre por que a Escola Austríaca é tão útil para se atuar no mercado financeiro e por qual razão, no futuro, esse conhecimento pode se tornar uma ferramenta importante e valiosa para os melhores analistas e operadores. "Se a Teoria Austríaca vai se tornar a principal ferramenta de avaliação de mercados financeiros, eu não sei, mas (...) sem dúvida ela vai se tornar uma das principais ferramentas dos analistas bem-sucedidos, como é o caso do Peter
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Podcast do Mises Brasil
A Revolta de Atlas da Silva
É o título do meu artigo de hoje no OrdemLivre.org:
- Quem é Zé das Couves?
João dos Santos fazia marmitas junto com a mulher dona Alzira. Vendia na porta de casa. Tinha clientela fixa. Começou com vizinhos e amigos da rua. O boca-a-boca ampliou a dimensão do negócio: marmitas gostosas e a bom preço. Logo o bairro, depois mais bairros, em seguida vários pontos da cidade queriam comprar a sua comida. Tinha orgulho de seu negócio. Dizia para todos que gostava da sensação de atender seus clientes e prosperar por causa deles. Ampliou a produção, montou local próprio, comprou carro, depois casa. Era o que por aí se chama de empreendedor bem sucedido, o sujeito que começou do nada e enriquecera.
Maria Antônia tinha história parecida. Começou a transportar pequenos objetos para familiares e amigos, e logo viu que, pela presteza e eficiência, poderia cobrar por isso. E ficou surpresa e feliz porque as pessoas começaram a pagar e a contratar mais o seu serviço. Comprou uma moto de baixa cilindrada, que aumentou exponencialmente sua capacidade de entrega e agilidade. Logo contratou um, dois, sete, 20 pessoas para dar conta das entregas. Prosperou, comprou carros e motos, contratou mais gente para entregar um diversificado catálogo de bens, objetos, documentos. Tinha orgulho de seu negócio. Atendia as pessoas e recebia por isso. Pensava que todos podiam fazer o mesmo, desde que quisessem e trabalhassem por isso. CONTINUA
quinta-feira, 31 de maio de 2012
Por que tanta gente ainda se deixa seduzir pelo marxismo?
O professor C. Bradley Thompson, pesquisador e diretor-executivo do Instituto para o Estudo do Capitalismo da Clemson University, proferiu na Foundation for Economic Education a palestra "Why Marxism?", na qual tenta explicar por que tanta gente ainda se deixa seduzir pelo marxismo, apesar do histórico de totalitarismo e violência da aplicação política dessa ideologia.
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Fim da Crítica, blog de filosofia
Descubro só hoje, com pesar, que o bom blog Crítica, editado pelo professor Desidério Murcho, não será mais atualizado e o site será mantido enquanto as receitas dos anúncios pagarem os custos de manutenção. Uma pena.
Recomendo uma busca nos arquivos. Uma pequena amostra:
Recomendo uma busca nos arquivos. Uma pequena amostra:
- A Teoria Contratualista, de Luís Filipe Bettencourt.
- A Teoria Política de John Locke, de Anthony Kenny.
- A concepção de estado de Nozick, de João Cardoso Rosas.
- O Problema da Justificação do Estado, de Jean Hampton.
- Democracia e Anarquismo, de Robert A. Dahl.
- Fazendo o que é correto, de Michael J. Sandel.
- Guerras Justas, de Martin Cohen.
- Justiça Distributiva, de Harry Gensler.
- O Paradoxo do Pão Indiano, de Julian Baggini.
- Platão Contra a Democracia, de Jonathan Wolff.
- Elementos básicos do liberalismo político, de John Rawls.
- Rawls e o Utilitarismo, de David Johnston.
- Rousseau e a vontade geral, de Anthony Kenny.
- Filosofia do Direito, de Beverley Brown e Neil MacCormick.
- Filosofia do Direito, de Simon Blackburn.
- O Direito de Ridicularizar, de Ronald Dworkin.
- Aspectos da Jurisprudência, de Cesar Kiraly.
- Castigo, de Wesley Cragg.
- Tolerância, de A. C. Grayling.
- Conhecimento esquivo, de David Lewis.
- Oposição à razão, de José Pedro Teixeira Fernandes.
- A filosofia política de Ortega y Gasset, de Danilo Santos Dornas.
- Anti-liberalismo, de João Cardoso Rosas.
- O Argumento Epistémico de John Stuart Mill a Favor da Liberdade de Expressão (Desidério Murcho)
- Conviver com as diferenças, de Desidério Murcho.
- Animal político, de Desidério Murcho.
- O fariseu, de Desidério Murcho.
- Desvios da liberdade, de Pedro Galvão.
- A Teoria da Justiça de John Rawls, de Faustino Vaz.
- O Conceito de Justiça de Rawls, de Ricardo Salgado Carvalho.
- Terá Rawls refutado o utilitarismo?, de Sagid Salles.
Livros introdutórios
- Jonathan Wolff: Introdução à Filosofia Política
- Mark C. Murphy: Philosophy of Law, por Lucas Miotto Lopes.
- Michael Rosen e Jonathan Wolff (orgs): Political Thought, por Desidério Murcho.
- Nigel Warburton: Free Speech, por Aluízio Couto.
- Will Kymlicka: Filosofia Política Contemporânea, por Desidério Murcho.
Textos clássicos
- Do Contrato Original, de David Hume.
- Ensino, Liberdade e Desenvolvimento, de John Stuart Mill.
- Liberdade e Justiça Distributiva, de Henry Sidgwick.
- Sobre a liberdade de pensamento e discussão, de John Stuart Mill.
Teoria pura da ideologia
Excerto do livro Alien Powers: Or a Pure Theory of Ideology, de Kenneth Minogue (que encomendei ontem), publicado no First Principles:
Alien Powers: Or a Pure Theory of Ideology
(...) Ideology is difficult to study because its actuality is a variety of different roles, and they are not easily disentangled. Like sand at a picnic, it gets in everything. As a doctrine about the systematic basis of the world’s evils, it has a logic of its own, a logic so powerful as to generate a mass of theories of the human world which now have an established place in university studies. Yet it has always taken an ambiguous attitude towards the academic world. It is also an inspirational message calling upon people to take up the struggle for liberation. As such, it has a rhetoric of its own. Historians and political scientists study specific ideologies. More generally, ideology is the propensity to construct structural explanations of the human world, and is thus a kind of free creative play of the intellect probing the world. An uneducated black convict in the United States [3] is no less likely to construct an ideological explanation of his world than a British historian seeking to dramatize the dangers of competition in weapons of destruction. [4] At a trivial level, ideology may be seen in temporary verbal habits, such as talk of “critiques” and “problematic,” or affectations like the use of intimate abbreviations of Christian names in public life.
(...) Political scientists use the word to describe any of the more evolved bodies of political doctrine in which theory is combined with a project of political action. It thus refers to isms. [7] I shall use it more narrowly, to denote any doctrine which presents the hidden and saving truth about the evils of the world in the form of social analysis. It is a feature of all such doctrines to incorporate a general theory of the mistakes of everyone else. Confusingly, these mistakes are referred to as “ideology,” and it is this body of thought which has to some extent freed itself from the project of liberation to become the sociology of knowledge. It deals with the social conditions of ideas, and, especially since the work of Karl Mannheim, [8] has usually detached itself from the (self-refuting) doctrine that all thought is socially distorted in order to study the general connections between theories and the culture in which they appear. My original intention was to deal with ideology in both the political and the sociological senses, but in the event, I have been forced to concentrate upon theories of liberation, and leave the higher sociology of thought to another occasion.
The search for a pure theory of ideology must focus upon a simple structure of propositions which are explanatory to the extent that actual ideological beliefs derive from them. In the real world of discussion and controversy, ideology merges into every other kind of intellectuality. Different clusters of assumptions may be detected, some internally contradictory, and some on the very borderlines between ideology and other endeavors. Thus the voluntarist assumptions of the revolutionary contradict the determinist assumptions of the theoretician, while structural explanations of social phenomena are to be found in academic social science no less than in ideology itself. What the pure model contains must be a matter of judgment; the test is what the model reveals. Sometimes questions in this field may be posed in terms of a kind of ideological table of elements. Fascism, for example, may be denied a fundamental character when it is characterized in terms of the formula: socialism + nationalism. [9] Alternatively, it may be understood in terms of historical sociology as a developmental dictatorship appropriate, in a competitive world, for backward states, a view which leads to the implication that much of the socialism of the Third World, including Maoism, is a fascism concealing its real character.[10] In attempting to understand ideologies, then, we may concentrate upon a variety of the many features they exhibit: the logic of a doctrine, the sociology of leadership and support, the chosen rhetoric, the place in a specific culture, and so on. Of the many such characteristics, the logic of the doctrine has been shown by the experience of our century to be the feature which we ignore at our peril. Genuine ideologists are intensely theoretical, a feature which is paradoxical in view of the ideological insistence upon the merely derivative status of ideas. But then, ideologies are, of all intellectual creations, the most riddled with paradox and deception.
(...) Ideology is a philosophical type of allegiance purporting to transcend the mere particularities of family, religion, or native hearth, and its essence lies in struggle. The world is a battlefield, in which there are two enemies. One is the oppressor, the other consists of fellow ideologists who have generally mistaken the conditions of liberation. Communists, anarchists, fascists, and nationalists battled for allegiance throughout the latter part of the nineteenth and most of the twentieth century. Within communism, as within all other ideologies, competing opinions—revisionist and revolutionary, Trotskyist and Stalinist, to mention only the larger battalions—have battled it out, and violent conflict on tactics can be traced down to the lowest levels. Yet for all their differences, ideologists can be specified in terms of a shared hostility to modernity: to liberalism in politics, individualism in moral practice, and the market in economics. All such practices represent the triumph of the anarchic particularism which is, in ideological terms, the soil of oppression. Left to themselves, the people of the actual world we live in will generate, ideologists all believe, nothing but structures of domination.O texto completo pode ser lido aqui.
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Kenneth Minogue
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