sexta-feira, 18 de abril de 2014

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Felipe Kirsch


O entrevistado de hoje do Podcast do Instituto Mises Brasil é o empreendedor e libertário Felipe Kirsch, que, radicado há alguns anos na Costa Rica, nos apresenta um panorama das ideias da liberdade no país, incluindo a atuação das organizações liberais, e nos conta de que forma colaborou na campanha eleitoral do partido Movimiento Libertário e ajudou a eleger a deputada Natalia Díaz, sua namorada.

Todos os Podcasts podem ser baixados e ouvidos pelo site, pela iTunes Store e peloYouTube.

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

Uma modesta ambição intelectual

Minha modesta ambição intelectual não é ser um catador e militante de ostras ideológicas.

Minha modesta ambição intelectual é ser um filósofo político, o que exige uma disposição permanente para colocar em dúvida mesmo aquelas certezas inabaláveis, que, quanto mais submetidas ao escrutínio teórico e experimental, mais se expandem em forma de descobertas, novos problemas e novas respostas.

Minha modesta ambição intelectual não exige ser reconhecido publicamente como o filósofo político que pretendo ser, o que significa que as críticas de costume sobre a impossibilidade de sê-lo não me afetarão nem me desviarão daquilo que é essencialmente relevante nessa extraordinária busca pelo conhecimento e pela humilde construção de uma vida intelectual.

terça-feira, 15 de abril de 2014

As ideias conservadoras, segundo João Pereira Coutinho (II)


Como já informei na semana passada, foi lançado As ideias conservadoras explicadas a revolucionários e reacionários, o novo livro do João Pereira Coutinho (editora Três Estrelas). A minha cópia deve chegar esta semana.

Em seu site, totalmente reformulado, JPC publicou um trecho do livro:
«Conservadorismo: quando alguém é acusado de sofrer da maleita, não se pretende afirmar que a infeliz criatura adere a um conjunto válido e racional de ideias ou valores que definem uma ideologia política. Ao conservador não se aplica o mesmo tipo de tolerância ética ou epistemológica que se concede ao liberal, ao socialista e até, Deus seja louvado, ao comunista impenitente. 
O conservador é outra história. Um imobilista, dirão alguns: alguém que se opõe à mudança, a qualquer mudança, porque assim determina a sua viciosa personalidade. Ou então é um reaccionário, dirão outros: alguém que não apenas se opõe à mudança, a qualquer mudança, como pretende revertê-la de forma a regressar a um paraíso perdido que, aos olhos nostálgicos do reaccionário, é simplesmente o avesso de um mundo que se encontra do avesso. 
Para o fanatismo progressista, o conservador não é uma alma que persiste no erro. É, resumidamente, um herege. E não será de excluir, seguindo as lições do preclaro Theodor Adorno em The Authoritarian Personality (1950), que se escondam outros vícios por detrás da heresia: uma personalidade com inclinação para o autoritarismo e, já no século XX, para as experiências fascistas que destroçaram a Europa. Recapitulando: conservador, imobilista, reaccionário, autoritário, fascista. Para quê perder tempo com pormenores? 
Este livro procura perder tempo com pormenores. Porque se Deus está nos detalhes, o demónio também está. As caricaturas que usualmente distorcem o conservadorismo que aqui se apresenta só podem ser explicáveis, mas não justificáveis, por ignorância ou má-fé.»
Acerca do livro, o Martim Vasques da Cunha escreveu um ótimo artigo em seu blog:
A publicação brasileira de um livro como 'As ideias conservadoras explicadas a revolucionários e reacionários', de João Pereira Coutinho, é de grande importância no nosso mundo intelectual não porque o autor seja meu amigo (afinal, somos obrigados a fazer full disclosure de nossas relações em homenagem à honestidade intelectual que nos une), mas sim porque o seu assunto, mesmo que pareça cifrado ou distante demais do nosso cotidiano, é essencial para que se entenda as engrenagens políticas que estão em jogo, seja no aspecto nacional como internacional. O tópico sobre qual é o significado destas palavras repletas de insinuações maliciosas – conservadorismo, conservador, reacionário, fascista – chegou a tal ponto de incompreensão, para não dizer estultice, que a mera leitura de algumas páginas deste pequeno e elegante volume é uma lufada de ar fresco em um debate que não existe mais – e, se alguma vez existiu, é certeza que já começou viciado.
Aproveito para recomendar o ensaio Em busca do equilíbrio, no qual JPC trata da discussão sobre se o pensamento conservador pode ou não ser uma ideologia.

II Semana da Liberdade em Fortaleza














Anotem na agenda: nos dias 23 e 24 de maio será realizada a II Semana da Liberdade, na Universidade de Fortaleza (UNIFOR), organizada pelo Instituto Liberal do Nordeste - ILIN com apoio do Instituto Mises Brasil.

PROGRAMAÇÃO:

Dia 23/5 - sexta-feira

8h – Abertura do Evento
- Gina Pompeu, Uinie Caminha e Rodrigo Marinho.

8h30 – Apresentação - “Liberdade de Empreender”
- Deusmar Queirós

9h15min - Painel: Os regimes democráticos modernos e os desafios da garantia dos direitos humanos de primeira geração.”

– Amélia Rocha e Fernando Fiori Chiocca.

11h - Apresentação - Interpretação Liberal da Constituição Federal de 1988.
- Adrualdo Catão

14h – Painel - As virtudes da Liberdade de Imprensa
– Paulo Eduardo Martins e Mano Ferreira

15h30min – Painel - Desafios na saúde -
Evandro Faria, Eduardo Rocha Dias e Antônio Silva Lima Neto.

19h – Painel - Análise dos 20 anos do Plano Real.
Ubiratan Jorge Iorio e Raduán Melo

Dia 24/5 -sábado.

9h – Painel - A Vida Intelectual no Brasil
Felipe Filipe Rangel Celeti e Lourival Filho

10h30 – Painel - Propriedade Intelectual –

Giovani Magalhães e Afonso Rocha

14h - Painel - Educação e Homeschooling.
Fabiana Botelho e André de Holanda.

16h - Encerramento - Perspectivas para Liberdade no Ensino Jurídico
Uinie Caminha e Rodrigo Saraiva Marinho

24/5/2014 - Pesquisa

14h - Avaliação de Artigos sobre os direitos humanos de primeiro geração para publicação da II Semana da Liberdade.

segunda-feira, 14 de abril de 2014

A ideia de universidade

Participei no fim de semana passado de um excelente encontro organizado pelo Liberty Fund em Bento Gonçalves (RS). O assunto era a ideia de universidade na América Latina.

Durante três dias, tive o privilégio de conhecer, ou reencontrar, conversar e aprender com João Carlos Espada, Antonio Ferreira Paim, Alberto Oliva, André Azevedo Alves, Adriano Gianturco G, André N. Klaudat, Andre Loiferman, Claudio de Moura Castro, Enrique E. Aguilar, Jorge Luis Nicolas Audy, Kathrin Rosenfield, Leonidas Zelmanovitz, Luiz Felipe Pondé, Roberto Rachewsky e Simon Schwartzman.

Obviamente, não irei chateá-los com o relato de exemplos formidáveis de ricos e prolongados exercícios de conversação depois das sessões de análise dos temas sobre a ideia de universidade.

Muito menos pretendo importuná-los com a descrição da longa conversa (bom, na verdade, eu só perguntei e ouvi) com Antonio Paim, autor de obras fundamentais como "Marxismo e Descendência" (Vide Editorial), sobre sua adesão ao marxismo e a experiência como comunista; a vida em Moscou; seu rompimento com o marxismo e com o partido; seus estudos de filosofia; Kant, Hegel, Marx, Lenin; sua guinada para o liberalismo clássico; história do Brasil, patrimonialismo, positivismo; liberalismo e conservadorismo durante a monarquia brasileira; momento político atual.

Nem é minha intenção molestá-los com a exposição das minhas conversas:

- sobre conservadorismo britânico com João Carlos Espada e Luiz Felipe Pondé;

- sobre Édipo Rei, de Sófocles, Shakespeare, R. Musil, Karl Kraus, Thomas Mann, Thomas Bernhard, Áustria e os austríacos e Machado de Assis, com Kathrin Rosenfield;

- sobre política brasileira e portuguesa, brasileiros e portugueses, respectivos vícios e virtudes políticos e econômicos, com André Azevedo Alves, João Carlos Espada e Adriano Gianturco;

- sobre filosofia, racionalismo dogmático, dogmatismo arrogante, mentalidade anticientífica e Karl Popper com Alberto Oliva;

- sobre Carlos Lacerda e Winston Churchill com Claudio de Moura Castro;

- sobre a importância e função da cultura no desenvolvimento político e econômico com Roberto Rachewsky.

Tudo o que posso fazer neste momento, já desculpando-me pela extensão deste post, é agradecer ao Liberty Fund e aos organizadores do evento pela grata oportunidade de conviver por alguns dias com algumas das melhores mentes do Brasil e de Portugal.

Leitura complementar

Universidade e pluralismo, de João Carlos Espada.
The Idea of University, do Cardeal Newmann.
- A idéia de Universidade e as idéias das classes médias, de Otto Maria Carpeaux.
The Idea of a University, de Michael Oakeshott.
A Place of Learning, de Michael Oakeshott.
Celebrando a ideia de Universidade, de Bruno Garschagen.
A celebração de um sonho em Oxford, de Bruno Garschagen.