sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Podcast do Instituto Mises Brasil: entrevista com Ubiratan Iorio



No podcast do Mises Brasil desta semana, entrevisto o professor Ubiratan Iorio:
Doutor em Economia pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), diretor acadêmico do Instituto Ludwig von Mises Brasil e professor da Faculdade de Ciências Econômicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), Ubiratan Jorge Iorio fala sobre sua experiência no universo acadêmico e sobre a posição de parte do corpo docente em relação à Escola Austríaca, comenta o curso de extensão de Escola Austríaca realizado na UERJ pelo Mises Brasil, e contou como foi o primeiro contato com as ideias da liberdade e por qual razão tornou-se um economista Austríaco. Iorio também analisou função empresarial e o empreendedorismo sob a perspectiva da Escola Austríaca, a crise na Europa e elencou os principais desafios da economia e da política brasileira.
O podcast também está disponível no iTunes.

Na ditadura cubana Yoani Sanchez pode ter blog; na democracia brasileira, não?

Leio na Folha:
Se pedir asilo ao Brasil, cubana terá que deixar blog
BERNARDO MELLO FRANCO
ENVIADO ESPECIAL A PORTO ALEGRE
O assessor internacional da Presidência Marco Aurélio Garcia disse nesta quinta-feira que a cubana Yoani Sanchez não poderá manter seu blog com críticas ao regime castrista caso peça asilo ao Brasil.
Ele disse acreditar que Yoani não usará o visto brasileiro, que recebeu ontem, para pedir asilo ou refúgio político.
"Acho difícil para ela manter esta atividade [o blog] como exilada. O exilado político não pode ter atividade política no país que o recebe. Não me parece que ela queira isso."
Questionado sobre a possibilidade de Cuba dar permissão Yoani a sair do país, Garcia se esquivou: "O visto está dado. Isso vocês têm que perguntar ao governo cubano."
Segundo o assessor, que acompanha a presidente Dilma Rousseff no Fórum Social Temático, a blogueira recebeu o visto do Itamaraty porque "preenche todos os requisitos" para visitar o Brasil.
Ele disse acreditar que o caso não marcará a visita de Dilma à ilha, marcada para o próximo dia 31. A presidente deve se encontrar com Raul e Fidel Castro.
Deixa ver se eu entendi: sob a ditadura cubana, a moça pode ter o blog; na democracia brasileira, não pode. Curioso.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Será que o marxismo falhou de facto?

É o título do excelente post do Filipe Faria n'O Insurgente:
Na última semana veio a público no Reino Unido a notícia de que um casal ideologicamente progressista ocultou o sexo do seu filho para o poder educar como sexualmente neutro. Aos 5 anos de idade, os pais finalmente revelaram à sociedade que a criança era de facto um rapaz e que até hoje o tinham tratado como se não tivesse sexo, vestindo-o alternadamente como rapariga e como rapaz, entre outras coisas. A mensagem que eles quiseram passar à sociedade é simples: o género sexual é uma construção social e não biológica. 
Para muitos este episódio parece uma piada; mas é apenas a hipérbole de algo mais profundo: na realidade esconde uma ideologia base que tem suportado muitas das reivindicações políticas: a crença na tábua rasa. Esta crença baseia-se na ideia de que os seres humanos são essencialmente produtos da socialização/educação e que não têm instintos, capacidades ou predisposições comportamentais inatas. 
Apesar dos desenvolvimentos no campo da genética comportamental ou da psicologia evolutiva revelarem cada vez mais o contrário, isto é, que somos em larga medida produto da nossa biologia, o pensamento popular dominante ocidental assenta na falácia da tábua rasa. Mas porquê? A resposta é que, em termos culturais, o marxismo foi um vencedor.

Mein Kampf: publicar ou não publicar?


Continua a novela a respeito da publicação (ou não) da edição comentada do livro Mein Kampf (Minha Luta), de Adolf Hitler, em formato de suplemento da revista alemã "Zeitungszeugen". Curioso o fato de o editor ser um inglês (Peter McGee).

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Winston Churchill


Winston Churchill faleceu no dia 24 de janeiro de 1965. Este artigo é uma homenagem a este que foi a figura política de maior destaque no século 20. Liderança inquestionável nos turbulentos anos 40, Churchill foi o maior responsável individual pela derrota nacional-socialista na Segunda Guerra Mundial. Não é pouca coisa.
(...)
Churchill havia lido “Mein Kampf” e, ao contrário de tantos que consideravam Hitler apenas um aventureiro iludido, ele acreditou em suas promessas. O “pacifismo” era o credo da moda, mas Churchill soube enxergar melhor a realidade. Isso fez com que a Inglaterra estivesse preparada quando o inevitável ataque nazista ocorreu. O papel de liderança exercido por Churchill neste momento de vida ou morte foi crucial para a vitória inglesa. “Nós nunca nos renderemos”, enfatizou em seu famoso discurso.
Leitura recomendada

Um notável contra a política de perfeição
Seria honesto igualar Churchill a Hitler?
Sir Churchill na tela; Black Label na taça
Nova Fronteira reedita Minha Mocidade, de Winston Spencer Churchill
O encontro de W. Churchill e F. A. Hayek
Churchill nos salvou do "sig heil"

O capitalismo de compadres é culpa dos políticos

É o que afirma Richard Wellings em artigo para o site City A.M. (via André Azevedo Alves n'O Insurgente):
For many firms, profits are more dependent on political favours than serving individual customers. Energy companies rely on rigged electricity markets for their reveunues from renewables; rail firms require operating subsidies; the defence industry needs government contracts, and so on. The banking sector is, of course, one of the most telling examples. Without the bailouts, many of the banks now being heavily criticised on pay would not exist.
This level of state involvement brings immense political risks to business. A new regulation, tax hike or subsidy cut can destroy profits or ruin investment plans. George Osborne’s raid on North Sea oil revenues is one recent example; the subsidy cut for the solar-power industry is another.
The incentives for business leaders to develop close relationships with politicians and regulators are therefore very strong. The returns from lobbying are often far higher than the returns from conventional business activity. Indeed, large corporate interests often successfully capture the policy process and use it to shut out competition or obtain favourable treatment. The losers are generally dispersed groups such as consumers and taxpayers, who are powerless to resist.

O capitalismo de laços no Brasil e a privataria que não houve

Mais um ótimo texto do Renato Lima no OrdemLivre.org:
Alguns acreditam que as privatizações dos anos 90 e a criação de agências reguladoras diminuíram o poder do estado no controle da economia. O suposto “Consenso de Washington” teria substituído o planejamento estatal pela mão invisível do mercado em vários países, inclusive o Brasil. A América Latina teria entrado na era neoliberal, em que o estado estaria impotente diante das forças do mercado. Essa visão é bastante popular no debate político e em obras opinativas. Só que não resiste a uma análise séria dos dados. A América Latina não se transformou numa utopia liberal nos anos 90, como pode ser observado – entre outros trabalhos – no livro do professor da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA) Sebastian Edwards “Left Behind: Latin America and the false promise of populism” (2010), que analisa a timidez ou ausência de reformas de mercado no continente enquanto o mundo acelerava as mudanças. E o Brasil, ao contrário de ter um mercado privado mais forte e menos dependente do estado, teve sim foi um aumento da presença do seu Leviatã, como mostra Sérgio Lazzarini em “Capitalismo de Laços: Os Donos do Brasil e suas conexões” (2011). Essa é uma obra importante para entender o sucesso de consultores como Pallocci e Pimentel.