A transição está em curso. Combater é preciso

Estamos numa importante fase de transição no Brasil. Mais e mais pessoas, jovens e adultos, estão se educando, de forma autodidata ou não, sem o peso da esquerdopatia (© Reinaldo Azevedo) reinante no sistema educacional e na cultura média do Brasil.

A internet permitiu e tem permitido o acesso e a troca de informações, um contato entre pessoas com interesses comuns, que facilita mostrar a um público cada vez maior como o país estava (e está) mergulhado num sistema de imposição de valores e costumes únicos. A ditadura militar, em tudo o que se pode avaliar de trágico promovido na parte social, política e econômica, nos legou essa herança maldita de dominação esquerdista.

Num texto sobre Carpeaux, eu escrevi que ele foi “ganho” pelas esquerdas, como muita gente boa foi. Acharam, por ingenuidade ou ignorância, que se aliar ou ser cooptado era a única forma de combater o regime militar. Claro que não era. Mas isso era certo e sabido? Não pela maioria. Naquele momento histórico já imperava o pensamento único e mortalmente moral de que a única saída era pela esquerda. Claro, se a ditadura militar era a direita, pensavam os inocentes úteis, só restava a esquerda. Veja que me limito aqui a destacar a participação também fundamental dos inocentes úteis nesse legado nefasto e, com isso, atribuir a enorme responsabilidade dos ideólogos, políticos, homicidas, bandidos e tarados da esquerda que fez do Brasil um grande e fedorento mictório de Duchamp.

Mas eu dizia que estamos numa importante fase de transição. A face pública e notória dessa mudança é termos como colunistas de peso da imprensa nacional Diogo Marnardi, Reinaldo Azevedo e Olavo de Carvalho. E alguns outros não menos importantes, mas menos celebrados, como os excelentes Ali Kamel (O Globo), Demétrio Magnoli (Estadão), Carlos Alberto Sardenberg (O Globo, Jornal da Globo e CBN).

E o que tem de blogue brasileiro combatendo a ditadura do pensamento único e do sistema de lavagem cerebral em nossa educação e cultura é um negócio extraordinário.

Tenho conhecido mais e mais jornalistas brasileiros, jovens ou não, que conseguiram por conta própria, ou ajudado por alguma boa alma, quebrar os grilhões, crudelíssimos porque invisíveis à maioria (e você sabe muito bem como boa parte das redações pátrias são formadas por gente da esquerda groselha). E não são só profissionais ligados à área de humanas; são engenheiros, matemáticos, biólogos, químicos, que não se deixam levar pela conversa mole dos vermelhinhos banguelos. E esse pessoal é bastante ativo na blogosfera.

Na literatura brasileira, o único e notável exemplo que me ocorre é o do escritor Antonio Fernando Borges, cujo livro Bras, Quincas & Cia é uma preciosidade de estilo, de estética e de filosofia. A defesa que faz do indivíduo é algo não só raro como desconhecido entre nossos escritores contemporâneos.

É preciso não só atentar para esse movimento em curso, mas agir para que esse movimento se consolide e permita que cada indivíduo tenha liberdade para escolher seu modo de vida sem estar condicionado pela garra invisível da esquerda. Enquanto a mão invisível de Adam Smith deixa o mercado trabalhar, a garra invisível da esquerda crava na jugular de cada brasileiro: ou segue a cartilha ou perde a vida.

O movimento está em curso. Continuemos a combater no bom combate. A ajudar quem combate. Nossos filhos e netos vão nos agradecer por isso.

5 Comments so far

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  2. raquel Dezembro 9th, 2007 1:38 pm

    Bruno,
    veja esta pequena parte da introdução do livro Comentários a Guerra Gálica, Ediouro (Clássicos de Bolso), escrita por Otto Maria Carpeux:

    “César era descendente de uma das familias mais antigas da aristocracia romana. Seu nascimento destinava-o para a carreira política, e isto ao lado dos conservadores que, desde os tempos de Mário, lutavam desesperadamene contra os democratras (e os demagogos). Tinham conseguido frustrar os projetos de reforma agrária dos Gracos. A ditadura de Sulla tinha temporariamente suprimido a agitação do povo, enfim, o poder ficou nas mãos dos liberal-democratas, como Cícero, que preferiram a manutenção do status quo social sem abolição dos direitos fundamentais e sem ditadura. Nessa constelação partidária, o lugar de César teria sido ao lado dos conservadores ou, quando muito dos liberais. Em vez disso, o jovem aristocrata passou-se para a esquerda revolucionária.”

    Achei muito engraçada a esquerda revolucionária!

    Um amigo para quem passei o trecho pelo MSN, perguntava “Tens certeza que é do Otto?”

    abraço, raquel

  3. Leonardo Dezembro 9th, 2007 4:24 pm

    Vejo a mesma coisa! Nós temos que sair de vez desta pós-ditadura, que não acaba. É como digo: tira-se o ar do copo colocando água. A medida que colocarmos outras fontes, outras referências, daremos condições para as pessoas escolherem de fato.

  4. Nemerson Lavoura Dezembro 10th, 2007 7:45 am

    Brilhante! Eu tenho a mesma impressão. Aos poucos (bem aos pouquinhos…), as coisas vão melhorando, e muita gente vai criando anticorpos contra a esquerdopatia.

    Abraços

  5. Edson Dezembro 13th, 2007 11:48 am

    É verdade, Bruno, em menor ou maior grau, as coisas estão mesmo a mudar por aqui. Noto isso em casa, em meio aos amigos e na universidade (que é um formigueiro de esquerdas). E os blogues têm tido um papel importante nisso tudo, pelo menos no que toca àqueles que usam a internet para se informar.

    Abraço.

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