quarta-feira, 20 de julho de 2011

Os mais citados autores de livros de humanidades no ano de 2007



FieldCitations to books in 2007
Michel Foucault (1926-1984) Philosophy, sociology, criticism2,521
Pierre Bourdieu (1930-2002) Sociology2,465
Jacques Derrida (1930-2004) Philosophy1,874
Albert Bandura (1925- ) Psychology1,536
Anthony Giddens (1938- ) Sociology1,303
Erving Goffman (1922-1982) Sociology1,066
Jurgen Habermas (1929- ) Philosophy, sociology1,049
Max Weber (1864-1920) Sociology971
Judith Butler (1956- ) Philosophy960
Bruno Latour (1947- ) Sociology, anthropology944
Sigmund Freud (1856-1939) Psychoanalysis903
Gilles Deleuze (1925-1995) Philosophy897
Immanuel Kant (1724-1804) Philosophy882
Martin Heidegger (1889-1976) Philosophy874
Noam Chomsky (1928- ) Linguistics, philosophy812
Ulrich Beck (1944- ) Sociology733
Jean Piaget (1896-1980) Philosophy725
David Harvey (1935- ) Geography723
John Rawls (1921-2002) Philosophy708
Geert Hofstede (1928- ) Cultural studies700
Edward W. Said (1935-2003) Criticism694
Emile Durkheim (1858-1917) Sociology662
Roland Barthes (1915-1980) Criticism, philosophy631
Clifford Geertz (1926-2006) Anthropology596
Hannah Arendt (1906-1975) Political theory593
Walter Benjamin (1892-1940) Criticism, philosophy583
Henri Tajfel (1919-1982) Social psychology583
Ludwig Wittgenstein (1889-1951) Philosophy583
Barney G. Glaser (1930- ) Sociology577
George Lakoff (1941- ) Linguistics577
John Dewey (1859-1952) Philosophy, psychology, education575
Benedict Anderson (1936- ) International studies573
Emmanuel Levinas (1906-1995) Philosophy566
Jacques Lacan (1901-1981) Psychoanalysis, philosophy, criticism526
Thomas S. Kuhn (1922-1996) History and philosophy of science519
Karl Marx (1818-1883) Political theory, economics, sociology501
Friedrich Nietzsche (1844-1900) Philosophy501


No site da Times Higher Education leio com certo horror, mas sem surpresa, a lista acima formada pelos autores de livros na área de Humanas mais citados em revistas acadêmicas em 2007.

Quem encabeça a lista é a, digamos assim, tríade sagrada dos cursos de Humanas, o que dá uma ideia, mesmo que pálida, da condição intelectual média nas Universidades.

Atualização

Pelo Facebook, Horacio Neiva, que se for citado mais uma vez esta semana vira sócio do blog, fez um comentário bastante pertinente que merece, inclusive, um texto específico. Eis o que ele escreveu ontem:
Eu acho - puro achismo - que o ponto crucial desse levantamento não é nem o fato de serem quase todos autores de esquerda - o que já é digno de nota, convenhamos. Mas a quantidade monstruosa de citações aos mesmos autores. As teses acadêmicas brasileiras, que são as que eu conheço, sempre falam das mesmas pessoas, da mesma forma e do mesmo jeito. Peguem, por exemplo, uma área como a do Direito: eu duvido que na área de filosofia do direito vocês encontrarão algo para além de John Rawls, Ronald Dworkin, Habermas e Alexy. Simplesmente não há. O Brasil criou a linha de montagem de teses acadêmicas, produzindo em massa textos iguais. Daí nós temos uma tese de doutorado falando da "Teoria dos princípios em Dworkin". Outra falando da "Teoria dos princípios em Alexy". Outra ainda falando da "Teoria dos princípios em Dworkin e Alexy". E com isso você faz fama e fortuna, em geral chovendo no molhado. Que se leia autores esquerdistas. Que se leia qualquer coisa. Mas a quantidade absurda de citações a um Foucault mostra mais do que o esquerdismo reinante, a total estagnação da produção acadêmica.
É o que poderíamos chamar de Academia Ouroboros.