quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Será que o marxismo falhou de facto?

É o título do excelente post do Filipe Faria n'O Insurgente:
Na última semana veio a público no Reino Unido a notícia de que um casal ideologicamente progressista ocultou o sexo do seu filho para o poder educar como sexualmente neutro. Aos 5 anos de idade, os pais finalmente revelaram à sociedade que a criança era de facto um rapaz e que até hoje o tinham tratado como se não tivesse sexo, vestindo-o alternadamente como rapariga e como rapaz, entre outras coisas. A mensagem que eles quiseram passar à sociedade é simples: o género sexual é uma construção social e não biológica. 
Para muitos este episódio parece uma piada; mas é apenas a hipérbole de algo mais profundo: na realidade esconde uma ideologia base que tem suportado muitas das reivindicações políticas: a crença na tábua rasa. Esta crença baseia-se na ideia de que os seres humanos são essencialmente produtos da socialização/educação e que não têm instintos, capacidades ou predisposições comportamentais inatas. 
Apesar dos desenvolvimentos no campo da genética comportamental ou da psicologia evolutiva revelarem cada vez mais o contrário, isto é, que somos em larga medida produto da nossa biologia, o pensamento popular dominante ocidental assenta na falácia da tábua rasa. Mas porquê? A resposta é que, em termos culturais, o marxismo foi um vencedor.